terça-feira, 26 de maio de 2020

Nossa resposta à ameaça foi um atraso desnecessário por indulgência em debates políticos, distrações na mídia, especialíssimo e arrogância;

Quarentena foi um sucesso moderado, Isolar a praga ajudou a dissemina-lá, na esperança de deter a propagação da doença e, tão importante, a propagação do pânico.

Se a humanidade tinha esperança de vencer, teria de ser agora.

Usar os laços da dor humana, o distanciamento e afastamento para nos destruir, ele tentou nos destruir mas ele nunca entendeu, o amor; e no final foi o amor que nos salvou todos nós e nos deu o mundo... o nosso mundo;  De volta!


"E, HAVENDO o Cordeiro aberto um dos selos, olhei, e ouvi um dos quatro animais (bestas), que dizia como em voz de trovão: Vem, e vê.
E olhei, e eis um cavalo amarelo, e aquele que estava assentado sobre ele tinha por nome, Morte; e o inferno o seguia; e foi-lhe dado poder para matar a quarta parte da Terra, para matar com a espada, e com fome, e com peste, e com as feras da terra."  Apocalipse 15: 1-3

 Salomão: “Se eu fechar o céu para que não chova ou mandar os gafanhotos devorarem o país ou sobre o meu povo enviar uma praga, curarei a terra se as pessoas se desviarem de seus maus caminhos.”



S.T

sexta-feira, 15 de maio de 2020

Johnny Cash - Hurt

I hurt myself today
To see if I still feel
I focus on the pain
The only thing that's real
The needle tears a hole
The old familiar sting
Try to kill it all away
But I remember everything
What have I become
My sweetest friend?
Everyone I know
Goes away in the end
And you could have it all
My empire of dirt
I will let you down
I will make you hurt
I wear this crown of thorns
Upon my liar's chair
Full of broken thoughts
I cannot repair
Beneath the stains of time
The feelings disappear
You are someone else
I am still right here
What have I become
My sweetest friend?
Everyone I know
Goes away in the end
And you could have it all
My empire of dirt
I will let you down
I will make you hurt
If I could start again
A million miles away
I will keep myself
I would find a way


quarta-feira, 13 de maio de 2020

Liberdade


Habita em mim e consome meus medos minhas fraquezas e incertezas e transforma tudo em satisfação. (há uma vadia em sentimentos vivendo comigo, cada dia gosto de alguem diferente)
 poder contemplar no corrimão da sacada de forma empoleirada me equilibrando pra não despencar, admirar a imensidão do céu noturno, um profundo abismo sem fim em direção contraria, isso me faz tão bem. Essa noite não há estrelas não vejo a lua não vejo absolutamente nada, mas está tudo La como como sempre estiverem, dessa vez ocultos consumidos pela escuridão.

É interessante encher os pulmões com a fumaça do cigarro e soltar ao vento a forma que vai se dissipar tão livre, tão solto sem nada para obstruir seu caminho infinito. De alguma forma me sinto assim nesse momento como a fumaça do meu cigarro.
Será que me encaixo no padrão de normalidade para a sociedade ou sou definitivamente estranho, isso não é uma pergunta. Bjx boa noite


obs 2011 quando ainda fumava
Viajou? Posta fotos sim, isso mostra que tu trabalhou para ter o teu merecido lazer, e que se tu conseguiu outros também podem conseguir. Emagreceu? Acordou cedo para ir na academia? Está focado na dieta? Compartilha tuas fotos sim, isso ilustra tua força de vontade e determinação, e quem quiser que poste suas fotos de fast food e comidas deliciosas também. É feliz no relacionamento? Posta foto do casal sim, faz textão (quem quiser que leia), isso demonstra que apesar do cotidiano difícil ainda existe amor e nada pode ser mais inspirador! Tá na "night"? Posta foto sim, afinal, tu te arrumou para aproveitar teu programa e trabalhou para pagar por ele e pelas tuas bebidas. Fez um trabalho de que se orgulha? Posta foto sim, isso é mérito teu! Aliás, ama teu trabalho? Fale dele sim! É tão raro isso ocorrer hoje em dia e pessoas felizes trabalham muito melhor. Quem sabe mais gente corra atrás da realização profissional também? Nunca esconda as tuas vitórias por medo da inveja alheia. Pode até gerar incômodo para algumas pessoas, mas é certo que serve de inspiração para outras. E acredite... Se o invejoso vive online, quem te protege NUNCA dorme.



R.P aleatorio


Eu sei que Deus tá no comando, mas ele podia pelo menos dar pisca pra eu saber pra onde minha vida tá indo.
- God, help me, please. 🙏🏻 (rezo em inglês pq a ajuda que necessito é em dólar)
Na gaveta da vida, eu sou aquelas meias sem par
Meu dinheiro vai todo em comida e roupas e mesmo assim tô sempre com fome e usando a mesma calça. Como é que pode?

O adulto moderno esta hora está torcendo para chegar as 18h e poder ir na Leroy Merlin comprar um escorredor de louças
Se ser adulto é gastar o seu dinheiro com produtos pra limpar a casa.., Mãe!, acho que amadureci!

Tábuas de passar roupa são pranchas de surfe que pararam de seguir seus sonhos pq tiveram que se dedicar a um “trabalho sério”.
Sabe as borboletas? sim aquelas... As minhas ainda são lagartas que estão rastejando pelas paredes de um vazio impreenchível.
Já que todo homem é cachorro, o negócio é escolher o que late mais gostoso ao pé do teu ouvido.



TOMARA
Que a tristeza te convença
Que a saudade não compensa
E que a ausência não dá paz
E o verdadeiro amor de quem se ama
Tece a mesma antiga trama
Que não se desfaz
E a coisa mais divina
Que há no mundo
É viver cada segundo
Como nunca mais... ❤

Doce realidade

Eu antes: - quando morar sozinho vou encher a casa de amigos, festas, bagunça, bebedeira, bundalelê
Eu hoje: - não vou atender telefone nem responder mensagem, Deus me livre alguém querer vir aqui pra sujar a casa, gastar luz e beber minhas cervejas


R.P

Esses dias enquanto tomava uma água com gás e limão espremido em um daqueles bares que pede, implora, uma cervejinha gelada, ouvi uma amiga de uma amiga dizer, e transparecer ser uma dúvida honesta, que tinha suas confusões ao se questionar se o suposto rapaz com quem ficava realmente estava gostando dela. Ao ouvir aquilo do outro lado da mesa, o gole da minha água com gás e limão espremido – sim, tem que ser espremido, não gosto de rodelas – contrariou a gravidade e subiu a toda velocidade, meus olhos arregalaram e imediatamente olhei para as pessoas à minha volta para ver se alguém também havia se espantado. Como alguém teria dúvidas sobre o gostar do outro?! – pensei, silenciosamente indignado.
Todos temos dúvidas, eu tenho as minhas dúvidas, de, sei lá, escolher entre Tailândia ou Nova Zelândia, se terei dinheiro ao final ano para viajar para qualquer lugar diferente do meu quarto até a sala, se a minha próxima leitura será um livro de ficção ou de crônicas, se irei colocar meias ou não para ir à padaria, se irei, finalmente, manter a frequência na academia, mas, dúvidas sobre gostar de alguém? Sério?! Já tive dúvidas se gostaria de continuar ficando com alguém, pois, apesar dos pesares, essa pessoa era uma companhia agradável, me tratava bem e tinha um papo divertido, mas dúvidas sobre o vibrar do coração, sobre o clássico sintoma de frio na barriga? Desconheço!
Me parece que poucos sabem, mas gostar de fato de alguém e achar a pessoa legal ou uma boa companhia, são coisas muito diferentes. Gostar tem pele, tem beijo que pode durar segundos, mas, magicamente, se mantem por horas na mente. Gostar é quando o sorriso estica involuntariamente ao ouvir o nome da pessoa, mesmo que nem seja ela; só o nome já traz boas lembranças. Quem gosta quer presença, seja na segunda-feira para tomar um café, para rir de um filme besta ou para fazer qualquer coisa, pois, o programa é sempre detalhe. Quem gosta manda mensagem surpresa durante a tarde e morre de medo de atrapalhar. Quem gosta não economiza sentimento, muito menos tempo. Quem gosta quer companhia em todos momentos, mas, muitas vezes, fica com vergonha de convidar para algo um pouco mais íntimo e o outro achar que está indo rápido demais.
Sempre quando há gostar, há demonstração de afeto, seja com palavras, atitudes ou olhares. Quem gosta não consegue conter as manifestações que o coração emana; dói e sufoca a verdade. Se a pessoa não gosta em tempo integral, desconfie, demonstrar o gostar somente quando a carência dá as caras, quando a chuva se aninha na janela do quarto ou quando restam poucas opções, é uma triste e injusta ilusão. Eu sei, parece desolador, mas muitas vezes a gente se engana, cria ilusões para apaziguar o coração, mas a verdade é que, bem no fundo, sabemos se alguém realmente gosta da gente ou não. É explicito, é gigante, é menos matemático e argumentativo, e muito mais proativo e espontâneo. E se por uma eventualidade a pessoa abrir a boca para dizer que sente sua falta… me desculpe, mas saudade, sem um arsenal de opções e propostas para poder te ver, não é saudade. Que saudade é essa que surge somente em dias específicos? Que saudade é essa que aparece somente em momentos de carência? Que saudade é essa que sobrevive de horário marcado? A saudade surge do coração, não pela lembrança da lista de contatos.
Gostar de alguém nunca é algo que sentimos pela metade, nunca é uma dúvida que perdura por meses. No mar dos sentimentos verdadeiros não há indecisão, não há intempéries que façam aumentar a distância do toque, e não há “este final de semana está difícil…”, “é porque acabei de sair de um relacionamento…”, “tenho medo de me apegar…”, que justifique a falta de um gostar genuíno. Quando a gente gosta, evitamos ao máximo usar argumentos para distanciar a pessoa, acreditar nestas palavras é um pobre delírio de quem, infelizmente, acha que amar é somente programa para um final de semana de chuva.

Eu: Mãe, o que tu queres de presente de dia das mães?
Minha mãe: Aí, eu vi um brinco na vitrine da Vivara...
Eu: Mãe, cai na real! Algo mais possível né?!
Minha mãe: Então eu quero um genro.
Eu: Qual o brinco mesmo?!



R.P sd

Um dia, sem aviso prévio, as pessoas se vão e nos deixam de lembrança suas histórias. Sejam elas as vividas ou contadas.
A saudade brinca de doer e, injustamente, tira para dançar quem nunca ensaiou o adeus. Ela é uma lembrança de que houve amor, seguida de dores que transportam a alma para um passado bonito, mas distante.
Sentir saudade é perceber que alguém deixou em nós mais de si do que poderíamos suportar.
A verdade é que um dia, cedo ou a tarde, a dor invade sem pedir licença. Se coloca ao nosso lado, conversa com a gente e nos diz que não irá embora até respondermos a ela. A dor engana, cria ilusão, se faz infinita.
Com a "dor da dor" e com o privilégio do tempo aprendi que o amor de uma pessoa que se foi, na verdade, nunca se vai.
Ele fica.
Nas lembranças, nas histórias, na saudade e na esperança certeira dela estar sempre torcendo por nós.
Com alguns dias ressentidos e rancorosos, com o sentimento de insegurança e com aquela sensação de impotência, a gente aprende que a vida não passa de uma oportunidade de encontro. Encontrar quem a gente ama, nos doar inteiramente e saber que, isso terá um fim e, mesmo não parecendo, será o suficiente.
A saudade sempre grita. Mas para isso também nos serve a morte. Para que a gente trate os afetos com mais urgência e intensidade. Para que não se adie amores. Para que seja hoje, agora. Somos finitos espaços de tempo, - mas não se poupe. A vida sabiamente faz suas concessões. A certeza do coração, diz à ela que um dia a gente irá descobrir que, como dizia Arthur Schopenhauer, "o amor é a compensação da morte" e particularmente, a única justa forma de enfrentar o nosso pobre existir

Hoje o jornal me contou que um amigo foi baleado enquanto trabalhava e morreu. Hoje a rádio me narrou que alguém que tinha driblado a morte não conseguira repetir o feito enquanto jogava seu futebol e morreu. Hoje a saudade me lembrou de quem pensou em ir e morreu. A dor da perda exige tempo para doer. Uma coisa é dizer adeus, outra é não ter mais como telefonar ou visitar ou abraçar ou beijar ou partilhar uma casualidade fora de hora. Ficar sozinho é muito mais fundo do que estar sozinho.
Há momentos que só poderiam ser feitos com um ente que não existe mais. Um beijo, um afago, um olhar podem fazer a diferença em momentos atribulados e não comprometem os projetos de ninguém.
Somos instantes.
Sejamos intensos, ansiosos, impacientes - mas não posterguem seus abraços.

terça-feira, 12 de maio de 2020

30

Enviei uma mensagem para uma amiga dizendo “preciso conversar” (estou no limiar de uma coisa grave), já foram oito minutos desde o recebimento e até agora nada. Resolvi conversar sozinho, e o melhor jeito de fazer isso ainda é escrever. Acho que ando meio repetitivo. Sempre fui de embarcar nessa coisa de crise, aliás, sempre fui de embarcar em qualquer emoção, se tem uma coisa que me move nessa vida é viver, do contrário, me deixa dormir mais um pouco.
Ao mesmo tempo, sempre achei que era capaz de passar pela vida de forma razoavelmente tranquila, administrando minhas angústias por meio de dramas controlados sem maiores catástrofes que acabassem por desembocar em algum tipo desnecessário de colapso. Mas -surpresa- o raio da crise dos 30 chegou sem pedir licença. Na verdade, tudo começou no aniversário de 29 anos. Estava me tornando uma balzaquiana. Até agora eu não acredito que completei essa idade. Se eu soubesse mentir não teria contado isso para mais ninguém que perguntasse. Não me sinto deprimido, infeliz, muito menos arrependido com a minha trajetória. Não é essa a questão. Mas essa coisa de fazer 30 anos dentro de alguns dias vem martelando minha cabeça de forma insistente há meses. Está tudo bem comigo, está tudo super bem, mas começou a bater uma ansiedade estranha, uma voz inconveniente que berra “você já não é mais jovem, você já não é mais tão jovem.
Quando me falavam em crise dos 30, achava que isso só batia para quem sentia um vazio muito profundo em alguma esfera da vida: trabalho, relacionamento, família, dinheiro. E digo para vocês, eu sou muito privilegiado. Sempre tive sorte nos lugares onde trabalhei. Tudo começou há cerca de quinze anos no meu primeiro estágio, e de lá pra cá foi uma porrada de crescimento. E o que trago de mais importante, grandes amizades. E como é bom cruzar com pessoas... As que duram um dia e as que ficam “para sempre”. Tem gente que marca a gente na primeira troca de olhar e tem gente que não desiste da gente. - Aqui vai um parênteses para os meus amigos mais especiais. Mas é claro eu me dei mal também. Lá se vão cinco relacionamentos frustrados. De seis anos a dez dias. Nesta ordem. Parece que a exigência aumenta na proporção que a paciência diminui com o chegar da idade. E não é por falta de orientação. Receber, aceitar, esperar, agradecer e nunca desistir. A minha mãe é a pessoa mais presente na minha vida. Ela é meu verdadeiro exemplo. Às vezes eu a olho e penso “como pode ser tão forte? Mas como costumo . 
Percebi que esses fatores podem agravar as angústias da chegada aos 30, mas mesmo aqueles que estão bem consigo sentem a água bater na bunda.
O corpo começa a se comportar de forma estranha: aparecem dores nas costas, o fôlego diminui, uma semana comendo ovo e alface - aquela sobremesa no final de semana e quilos chegam sem avisar, as coisas amolecem, pregas no canto dos olhos, fios brancos aleatórios, ressaca de três dias, azia e má digestão. As noites de sono mudam (mesmo que você não tenha filhos). Aquela coisa de cair na cama, adormecer automaticamente e só acordar no dia seguinte começa a se tornar rara. Acordar cansado vira praxe. Agora se volta a fazer xixi de madrugada. Há dificuldade para dormir até tarde no fim de semana. Coisas estranhas acontecem.
Convites de casamento chegam a todo momento, até daquele amigo que você jurava que nunca ficaria mais de três meses com a mesma mulher. A timeline agora é cheia de barrigas grandes e bebês fofos. O círculo de amigos fica mais restrito. Agora não é mais "só chegar" onde eles estão, tudo tem que ser muito bem programado, e que aleluia se todos comparecerem.
De repente, as pessoas que fazem sucesso (os cantores, os jogadores de futebol, os blogueiros, youtubers, os jovens executivos) são mais novos que você. Como assim?! Como alguém mais novo que eu já pode estar no topo?! Eles são crianças, eles nasceram em 2000! Mas quem nasceu em 2000 já não é mais criança. Pois é, tu já não és tão novo assim. O conceito de “velho” muda, mas o de “jovem” permanece o mesmo. O tempo passou. É hora de virar “adulto”.
E aí pra mim vem a pior parte: a sensação de que meus picos de liberdade já passaram. A época de errar consciente já passou, a época de fazer grandes bobagens já passou, a época de curtir a solteirice, de fazer mochilão, dividir o quarto com cinco pessoas, passar noites em claro, voltar pra casa todo embarrado, de tomar porre na terça-feira.- Na verdade, não há nada que me impeça de continuar nessa vida, exceto aquela voz que sussurra no meu ouvido “escuta, você já tem 30 anos…”.
Meu Deus, as novidades parecem cada vez mais escassas!!!
Parece que tudo já foi sentido, só muda a intensidade.
Eu tenho a sensação de que minha vida deveria estar de outro jeito, mas como fazer isso se eu ainda me sinto no auge dos meus 20 anos? Está passando muito rápido, como vou chegar aos 30 se eu tenho pendências com os meus 20?
Fiz um teste com amigos pelo Instagram de trinta coisas para fazer antes dos trinta, ali deu pra fazer uma auditoria da vida, fiquei feliz, aliviado e orgulhoso. Meus trinta foram bem vividos!, mas na lista de pendências ainda estão: fazer a barriga ficar dura, ir pra India, tirar uma foto nas piramides do Egito, assistir uma série por completo no Netflix, fazer uma tatuagem com uma amiga, correr uma maratona, pular de paraquedas, fazer trabalho voluntário no Congo, tomar Santo Daime, ir na casa de swing, escrever um livro, deixar o sovaco cabeludo, comer bolo de maconha, fugir com um desconhecido, e o que considero a mais difícil de todas: casar (brincadeirinha), “ser o que quiser ser”. Dá pra fazer tudo isso ainda? Dá. Mas vou fazer? Sei que provavelmente não.
Parece que até agora eu estava emitindo promissórias e então chega a hora de pagar a contar. Daí o medo.
Sim, eu sei que está tudo bem. Sei que não estou verdadeiramente velho, e que há muita vida e muita coisa boa pela frente. Mas não me peçam para me despedir da minha juventude sem sofrer um pouco - ou muito. Sou o louco das emoções, lembram? Eu gosto do drama, mas não dá pra negar, a juventude está indo embora. Como bem disse a Sandy, “tenho sonhos adolescentes, mas a costas doem. Sou jovem pra ser velho e velho pra ser jovem”. Esse senso de realidade está misturado com uma forte sensação de esperança. E essa incompatibilidade de corpo e calendário com alma e cabeça não são lá muito fáceis de digerir. Vai ver que é daí que vem a azia.