Sempre divaguei em meus pensamentos, mas por um breve
momento isto mudou não mais devaneava na imensidão sem fim era você que invadia
meu intimo solitário. Estávamos enfim, juntos, sozinhos, ainda, mas na solidão de
uma multidão a dois.
Sim, foi num instante, um suspiro de furor. Então, lá estava
eu, nós, naturalmente despidos, entregues aos sentimentos, vulneráveis, desejei
a eternidade, um sono eterno. Mas foi o brilho voraz da minha janela, aqueles
raios que penetram o espirito, que te puxam d’um mar revolto, e te acorda.
E, por fim, acordei, e tu... tu não estavas, fiquei, eu,
novamente, sozinho.
t.m

