terça-feira, 29 de março de 2011

Lafayette

Sou um sobrevivente em primeiro lugar. Capitalista em segundo, e um monte de outras merdas depois. Mas prostituta é o último. Então, ainda que as chances que tenho de tirar meu rabo negro da reta sejam as mesmas de um judeu na Al Qaeda, quero tentar. Então, o que querem saber

segunda-feira, 28 de março de 2011

O outro eu

       Depois daquele sonho, cada vez que eu me olhava no espelho,

atrás de mim estava o outro. Nas vitrines das lojas, na rua, ele andava ao meu lado; Um pouco atrás.
REQUEBRANDO SEM PUDOR algum. Fazia careta, dava saltos, soltava gargalhada. Cantava bem alto

Fui me dando conta de que nada era novidade. Eu o conhecia desde criança. Por isso não me espantei com
sua aparição. Era a ele que eu via no espelho, quando me perguntava, e se eu agora sorrir e ele continuar sério?

   E se eu lavantar a mão e ele não fizer o mesmo?  Espreitando entyre minhas pálpebras, sorrindo ou murmurando nos cantos de minha boca, ele nasceu comigo.  Dizendo NÃO quando eu obedientemente dizia SIM. Infrigindo quando eu cumpria; E quando o vi separado de mim, apenas disse, ah, então era isso, eu era esse!

   E não achei nada esquisito aquele homem vivendo comigo na mesma casa sem ninguém saber.

Tentei me abrir a respeito desse fato, porque guardar um segredo sempre me pareceu traição, embora eu nem soubesse a quem estava traindo. Mas eu era assim, sempre culpado, sempre em dúvida e me sentindo em dívida. Nunca houve ocasião, nem tive coragem, nem encontrei palavras pra contar tudo,

     É bem feliz, o meu outro, o de nome nunca pronunciado, Ninguém lhe cobra nada nem lhe pede coisas, nem mesmo uma xícara de café ou uma camisa bem passada. O outro não se importa: assume sua diferença, faz tudo que quer, senta-se de pernas abertas, senta no braço da poltrona, tira o fiapo de carne dos dentes com a unha - mil coisas que eu só consigo fazer em pensamentos - pois eu respeito as regras.

Começo a achar que o outro pode ser a minha parte melhor. Ele nem precisa mentir. Ele é a sua verdade, r não interessa nem um pouquinho pelo que as pessoas pensam; Ele está se lixando.

.........   Estou aprendendo a trocar de lugar com ele, estou entrando no seu papel, enquanto ele se diverte no meu. Ja me vejo em todos lugares enquanto ele agora me observa preucupado.
Aos sentimentos que jamais desabrocharam,

    as lágrimas que nunca foram derramadas

A solidão afogada em cada dose, ao silêncio

    abafado pela multidão



Ao verdadeiro espetáculo da vida que se passa a cada segundo.
Verdadeiramente aprecio tudo isso

sexta-feira, 25 de março de 2011

Amor = Chivas



no inicio é bom, é ardente, voce vai com gosto e prazer, em seguida voce vai mais a fundo pra ver até aonde pode chegar e ao chegar voce se sento o maximo, nota o quao irreal é aquilo tudo e não quer mais nada, por necessidade
vontade ou para impresionar voce continua até a ultima gota, por fim nao resta mais nada, só sede a vontade de se livrar de tudo aquilo, de esquecer e nos dias seguintes isso te da uma tremenda dor de cabeça.

(numa converça de msn com o Thi)

terça-feira, 22 de março de 2011

Real Love, I'll Give It

Estou nu
Estou estarrecido
Eu sou estúpido
Estou ficando
E se o Cupido tem uma arma, então ele está atirando

Luzes pretas
Cabeças batem
Você é minha droga
Vivemos isso
Você está bêbado, você precisa disso
Verdadeiro amor, eu lhe darei isso

Então, nós estamos prestes a nos atrasar
Não bebemos a gota fatal
Então, amamos até sangrarmos
Então desmoronarmos em partes

Você desperdiça seu tempo
Em meu coração
Você queimou
E se as pontes tem que cair, então você vai cair
tambem

Portas batem
Acende escuro
Você se foi
Volte
Fique longe
Fique limpo
Preciso que você precise de mim

Então, nós estamos prestes a nos atrasar
Nós bebemos a gota fatal
Então, amamos até sangrarmos
Então desmoronarmos em partes

Então, nós estamos prestes a nos atrasar
Não bebemos a gota fatal
Então, amamos até sangrarmos
Então desmoronarmos em partes

sexta-feira, 18 de março de 2011

Desmoranando

Eu levei meu amor e o derrubei
Escalei uma montanha e dei a volta
E eu vi meu reflexo no gelo que cobria a colina
E o deslizamento me trouxe para baixo

Oh, Espelho no céu
O que é amor?
Pode a criança no meu coração elevar-se
Eu posso navegar através das marés em mudança
Eu posso cuidar das temporadas da minha vida?

Bem, eu tenho temido a mudança porque eu construi minha vida a sua volta
Mas o nos tempo faz crescer
As crianças envelhecem
Eu estou envelhecendo também
Bem...

Então, pegue meu amor e o derrube
Ainda se você subir uma montanha e der a volta
E se você ver meu reflexo no gelo que cobre a colina
Bem, o deslizamento me trouxe para baixo,
E se você ver meu reflexo no gelo que cobre a colina;
Bem, talvez
Bem, talvez
Bem talvez o deslizamento o trará para baixo...
 

quarta-feira, 16 de março de 2011

Caso por acaso

Eu não quero mais um caso por acaso
Eu não quero mais viver uma ilusão
Quero um amor de verdade
A minha cara metade
Quero alguém pra me acordar
E me chamar de meu amor

Eu não quero uma paixão sem compromisso
Eu não quero ter alguém só por prazer
Quero alguém para estar ao meu lado
De aliança e papel passado
Quero alguém pra me acordar
E me chamar de meu amor...

Quero um amor!!

Quero alguém pra me abraçar
E andar comigo por aí
Alguém pra me fazer sorrir
Que faça dos seus braços meu abrigo
Quero alguém para acabar com este vazio que me consome

Incertezas

Talvez seja o seu olhar
ou o seu sorriso
poderia ser sua voz confortante
ou a sua pele macia
seu jeito de andar
Poderia ser até mesmo a forma
Com que fringe as sobrancelhas
Ou que morde os lábios
Talvez o seu beijo o seu toque
Ou o seu intimo que me chama
Poderia ser o seu sexo sua
Ternura sua gentileza
Talvez a forma com que dança
Com o que se veste
Como come ou como bebe
A forma que me faz rir também poderia
Ser...

Entre tantas incertezas não tenho duvidas
Você poderia ser a metade de tudo
Que eu ainda serei um cara apaixonado

terça-feira, 15 de março de 2011

Imposição

Na ambição de serem sempre jovens, as mulheres acabam perdendo o próprio rosto. São os falsos mitos da juventude para sempre. E isso também inclui a febre atual da mídia, particularmente nas revistas femininas. Só se fala como se pode ter vários orgasmos numa única noite. Só se fala em como a mulher deve agir para segurar seu homem pelo sexo, especialmente o oral. São fórmulas de um mundo conturbado, que foge ao afeto, distante de qualquer felicidade. Essa é outra coisa para o enlouquecimento. Em todo lugar, o que existe é a supervalorização do sexo. Quem não estiver fazendo sexo sem parar o tempo todo passa a ser anormal. Muita gente fica complexada porque não consegue vários orgasmos numa noite. É tudo uma imposição.

Essas coisas que obrigam as pessoas a ser atletas. Hoje é quase uma imposição: a ordem é fazer sexo sem parar, o tempo todo. A ordem é não fumar, não beber. É essa loucura o dia inteiro na cabeça. Quem não for resistente acaba enlouquecendo. E a vida fica para trás. Hoje as pessoas estão sofrendo muito. Um sofrimento absolutamente desnecessário. Especialmente as mulheres que fazem plástica logo que vêem uma ruga no rosto. Plásticas de inteira inutilidade

Lya Luft

sexta-feira, 11 de março de 2011

Amor

Primeiro Amor


É fácil saber se um amor é o primeiro amor ou não. Se admite que possa ser o primeiro, é porque não é, o primeiro amor só pode parecer o último amor. É o único amor, o máximo amor, o irrepetível e incrível e antes morrer que ter outro amor. Não há outro amor. O primeiro amor ocupa o amor todo.

Nunca se percebe bem por que razão começa. Mas começa. E acaba sempre mal só porque acaba. Todos os dias parece estar mesmo a começar porque as coisas vão bem, e o coração anda alto. E todos os dias parece que vai acabar porque as coisas vão mal e o coração anda em baixo.

O primeiro amor dá demasiadas alegrias, mais do que a alma foi concebida para suportar. É por isso que a alegria dói - porque parece que vai acabar de repente. E o primeiro amor dói sempre demais, sempre muito mais do que aguenta e encaixa o peito humano, porque a todo o momento se sente que acabou de acabar de repente. O primeiro amor não deixa de parte um único bocadinho de nós. Nenhuma inteligência ou atenção se consegue guardar para observá-lo. Fica tudo ocupado. O primeiro amor ocupa tudo. É inobservável. É difícil sequer reflectir sobre ele. O primeiro amor leva tudo e não deixa nada.

Diz-se que não há amor como o primeiro e é verdade. Há amores maiores, amores melhores, amores mais bem pensados e apaixonadamente vividos. Há amores mais duradouros. Quase todos. Mas não há amor como o primeiro. É o único que estraga o coração e que o deixa estragado.
É como uma criança que põe os dedos dentro de uma tomada eléctrica. É esse o choque, a surpresa «Meu

Deus! Como pode ser!» do primeiro amor. Os outros amores poderão ser mais úteis, até mais bonitos, mas são como ligar electrodomésticos à corrente. Este amor mói-nos o juízo como a Moulinex mói café. Aquele amor deixa-nos cozidos por dentro e com suores frios por fora, tal e qual num micro-ondas. Mas o «Zing!» inicial, o tremor perigoso que se nos enfia por baixo das unhas e dá quatro mil voltas ao corpo, naquele micro-segundo de electricidade que nos calhou, só acontece no primeiro amor.

O primeiro beijo é sempre uma confusão. Está tudo a andar à volta e não se consegue parar. A outra pessoa assalta-nos e deixa-nos tontos, isto apesar de ser tão tímida e inepta como nós. E os nomes dos nossos primeiros amores? Os nomes doem. Parecem minúsculos milagres. Cada vez que se pronunciam, rebenta um pequeno terramoto no equador. E as mãos? Quando a mão entra na mão de quem se ama e se sente aquele exagero de volts e de pele, a única resposta sensata é o assassínio, o exílio, o suicídio. Nada fica de fora. O mundo é uma conspiração cinzenta de amores em segunda mão. Nada é puro fora daquelas mãos. O tesouro está a arder, as pessoas estão a morrer, os olhos cheios de luz estão a cegar, mas o primeiro amor é também, e sem dúvida, o primeiro amor do mundo.

O primeiro amor é aquele que não se limita a esgotar a disposição sentimental para os amores seguintes: quer esgotá-la. Depois dele, ou depois dela, os olhos e os braços e os lábios deixam de ter qualquer utilidade ou interesse. As outras pessoas - por muito bonitas e fascinantes que sejam - metem-nos nojo. Só no primeiro amor.

Não há amor como o primeiro. Mais tarde, quando se deixa de crescer, há o equivalente adulto ao primeiro amor - é o primeiro casamento; mas não é igual. O primeiro amor é uma chapada, um sacudir das raízes adormecidas dos cabelos, uma voragem que nos come as entranhas e não nos explica. Electrifica-nos a capacidade de poder amar. Ardem-nos as órbitas dos olhos, do impensável calor de poder-mos ser amados. Atiramo-nos ao nosso primeiro amor sem pensar onde vamos cair ou de onde saltamos. Saltamos e caímos. Enchemos o peito de ar, seguramos as narinas com os dedos a fazer de mola de roupa, juramos fazer três ou quatro mortais de costas, e estatelamo-nos na água ou no chão, como patos disparados de um obus, com penas a esvoaçar por toda a parte.
Há amores melhores, mas são amores cansados, amores que já levaram na cabeça, amores que sabem dizer «Alto-e-pára-o-baile», amores que já dão o desconto, amores que já têm medo de se magoarem, amores democráticos, que se discutem e debatem. E todos os amores dão maior prazer que o primeiro. O primeiro amor está para além das categorias normais da dor e do prazer. Não faz sentido sequer. Não tem nada a ver com a vida. Pertence a um mundo que só tem duas cores - o preto-preto feito de todos os tons pretos do planeta e o branco-branco feito de todas as cores do arco-íris, todas a correr umas para as outras.

Podem ficar com a ternura dos 40 e com a loucura dos 30 e com a frescura dos 20 - não outro amor como o doentio, fechado-no-quarto, o amor do armário, com uma nesga de porta que dá para o Paraíso, o amor delirante de ter sempre a boca cheia de coração e não conseguir dizer outra coisa com coisa, nem falar, nem pedir para sair, nem sequer confessar: «Adeus Mariana - desta vez é que me vou mesmo suicidar.» Podem ficar (e que remédio têm) com o savoir-faire e os fait-divers e o «quero com vista pró mar se ainda houver».

Não há paz de alma, nem soalheira pachorra de cafunés com champagne, que valha a guerra do primeiro amor, a única em que toda a gente morre e ninguém fica para contar como foi.
Não há regras para gerir o primeiro amor. Se fosse possível ser gerido, ser previsto, ser agendado, ser cuidado, não seria primeiro. A única regra é: Não pensar, não resistir, não duvidar. Como acontece em todas as tragédias, o primeiro amor sofre-se principalmente por não continuar. Anos mais tarde, ainda se sonha retomá-lo, reconquistá-lo, acrescentar um último capítulo mais feliz ou mais arrumado. Mas não pode ser. O primeiro amor é o único milagre da nossa vida - e não há milagres em segunda mão. É tão separado do resto como se fosse uma primeira vida. Depois do primeiro amor, morre-se. Quando se renasce há uma ressaca. É um misto de «Livra! Ainda bem que já acabou!» e de «Mas o que é isto? Para onde é que foi?».

Os outros amores são maiores, são mais verdadeiros, respeitam mais as personalidades, são mais construtivos - são tudo aquilo que se quiser. Mas formam um conjunto entre eles. O segundo e o terceiro e o quarto, por muito diferentes, são mais parecidos. São amores que se conhecem uns aos outros, bebem copos juntos, telefonam-se, combinam ir à Baixa comprar cortinados. O primeiro amor não forma conjunto nenhum. Nem sequer entre os dois amantes - os primeiros, primeiríssimos amantes. Acabam tão separados os dois como o primeiro amor acaba separado dos demais. O amor foi a única coisa que os prendeu e o amor, como toda a gente sabe, não chega para quase nada. É preciso respeito e bláblá, compreensão mútua e muito bláblá, e até uma certa amizade bláblá. Para se fazer uma vida a dois que seja recompensadora e sobretudo bláblá, o amor não chega. Não se vive só dele. Não se come. Não se deixa mobilar. Bláblá e enfim.
Mas é por ser insustentável e irrepetível que o primeiro amor não se esquece. Parece impossível porque foi.

Não deu nada do que se quis. Não levou a parte nenhuma. O primeiro amor deveria ser o primeiro e esquecer-se, mas toda a gente sabe, durante o primeiro amor ou depois, que é sempre o último.
Afinal nem é por ser primeiro, nem é por ser amor. A força do primeiro amor vem de queimar - do incêndio incontrolável - todas aquelas ilusões e esperanças, saudades pequenas e sentimentos, que nascem em nós com uma força exagerada e excessiva. Como se queima um campo para crescer plantas nele. Se fôssemos para todos os outros amores com o coração semelhantemente alucinado e confuso, nunca mais seríamos felizes. É essa a tristeza do primeiro amor. Prepara-nos para sermos felizes, limando arestas, queimando energias, esgotando inusitadas pulsões, tornando-nos mais «inteligentes».
É por isso que o primeiro amor fica com a metade mais selvagem e inocente de nós. Seguimos caminho, para outros amores, mais suaves e civilizados, menos exigentes e mais compreensivos. Será por isso que o primeiro amor nunca é o único? Que lindo seria se fosse mesmo. Só para que não houvesse outro.

Miguel Esteves Cardoso

SMS

 Eu to te enchendo? não vo mais pode crer

Isso se refere a nos?, pode desabafar mas sem ser grosso, brigou com o .... não comigo. Não precisa falar desse jeito comigo não sou teu inimigo. E para de julgar todo mundo, porque tu vai feder debaixo da terra como uma prostituta, ou como uma freira, ou como alguem que fudeu a 3 quando morrer.

Pega mais leve as pessoas tem defeitos, vontades, desejos, bagagens! você não pode oprimir ou querer mudar o passado de ninguem! pode ajudar a fazer um futuro melhor, todos temos defeitos, teu principe encantado não existe, mas tem varios duques cheios de defeitos como você, mas bons, honestos, leais, inteligentes. As vezes o duque inteligente é porco, o leal é preguisoso, e o comprensivo é promiscuo. E isso não faz de nenhum deles melhor que o outro, menos importante, digno ou significante,
Olha o jeito que fala comigo, não sou teu inimigo, e outra doi quando você fala dele, doi affu. Desculpa te encher


De alguem ontem a noite.