quarta-feira, 20 de outubro de 2010

OLIFANTE

OLIFANTE

Qual rato, sou cinzento
Sou grande, um monumento
Nariz feito um laço
A terra tremer eu faço
Quando piso na relva
Galhos quebro na selva
Tenho chifre no dente
E caminho pela frente
Orelhas de abano
Entra ano, sai ano
O chão piso sem jeito
Mas no chão nunca me deito
Nem que a morte me tome
Olifante é meu nome
Maior de todos, penso
Alto, velho, sou imenso
Quem um dia me conhece
De mim jamais esquece
Quem não tem essa dita
Em mim não acredita
Mas sou Olifante antigo
Mentir não é com migo


Sr. dos Aneis

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