“A justiça pode caminhar sozinha, a injustiça precisa sempre de muletas, de argumentos” (Nicolae Iorga)
Que ela seja cega e busque apenas a forma da lei sem olhar suas crenças e convicções, que sua espada seja afiada e possa partilhar de forma igual a todos. E por fim que sua balança jamais penda para o lado do mais fraco
Vivemos em um país de muitas desigualdades, em que os direitos existem, mas ninguém quer ver. Esta justiça pela qual devemos lutar implica, também em adotarmos concepções como a alteridade: ou seja, ver o outro como a si mesmo.
Por isso devemos, sempre, clamar por ideais de justiça, e por uma sociedade mais justa. Lutar não somente pelos nossos direitos, mas, principalmente, pelos direito dos outros – pois na lógica da alteridade, estaremos lutando por nos mesmo. Não podemos permitir que existam argumentos que possam não garantir o direito de qualquer um que seja. Não podemos mais admitir que possamos ter “um mesmo peso e duas medidas”, ou leis que servem para alguns, e não pra outros. Como diz certa musica, “eu sou do povo, eu sou um Zé ninguém, aqui embaixo, as leis são diferentes” – e isso não se pode permitir. Ou simplesmente vamos acreditar na máxima que “a justiça tarda mas não falha”? De qualquer forma, mesmo sendo assim, já está tardando demais. Que ela seja cega
advogado

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